Conheça a história do papa Francisco I

sábado, março 16, 2013
O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos
Aires, é o novo papa. Ele escolheu o nome de Francisco. O papa Francisco
é o primeiro latino-americano da história. Foi a primeira vez que o seu cargo foi entregue a um membro da Sociedade de Jesus.

Argentino costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado Foto: Agência Reuters

Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo e pela
batalha contra o kirchnerismo. O prelado também é reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres.



Embora
se mostre preocupado com a população de baixa renda, o papa não é
adepto da Teologia da Libertação, corrente prestigiada na Igreja
brasileira que, com base em ideias marxistas, defende que o clero atue
prioritariamente servindo os mais pobres.

O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay.



O
jesuíta nasceu na capital argentina e, depois de cursar o seminário no
bairro Villa Devoto, entrou para a Sociedade de Jesus, aos 19 anos, em
1958. Foi ordenado padre pelos jesuítas um ano depois, quando estudava
teologia e filosofia na Faculdade de San Miguel.

Chefe da arquidiocese de Buenos Aires
 
A partir de 1980, foi reitor da faculdade de San Miguel, cargo que
ocupou por seis anos. O papa obteve o título de doutor na Alemanha. Em
1992, foi nomeado bispo e elevado a arcebispo em 1997, passando a
chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde então. O argentino
ingressou no Colégio de Cardeais em 2001.

Na Santa Sé, participava de diversos dicastérios: era membro da
Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da
Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida
Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, além do Conselho
Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a América
Latina.

Ele era considerado "papável" desde o conclave que elegeu o alemão
Bento 16 para suceder o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia
do primeiro, o nome do arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os
mais cotados ao posto de papa.

(Diário do Nordeste)