Faleceu nesta terça-feira, Pe. Martins de Medeiros

terça-feira, fevereiro 04, 2014
Faleceu nesta terça-feira, por volta das 00h25 o Pe. Martins de Medeiros
Comunicamos a todos que faleceu nesta terça-feira, por volta das 00h25 o Pe. Martins de Medeiros. Rezemos por ele e por sua família.

BIOGRAFIA DO PADRE MARTINS DE MEDEIROS

O Padre Martins de Medeiros nasceu em Tapuio, distrito de Cariré, aos 30 de abril de 1945. Filho de Sebastião Rodrigues de Medeiros e Tereza Gonçalves de Morais, batizado na capela de Tapuio a 9 de setembro de 1945 e crismado a 16 de novembro de 1959.

Recebeu os ministérios de acolitado e leitorato do Bispo Dom Walfrido Teixeira Vieira na Catedral de Sobral em 25 de dezembro de 1976, sendo conferida sua ordenação diaconal por Dom Walfrido em 25 de dezembro de 1978.

Passou os anos de sua infância como toda criança do interior em Tapuio, onde fez os estudos primários. Sua adolescência levou-o ao rude trabalho da lavoura, buscando a subsistência, ajudando os pais na manutenção dos irmãos. Nos verdes anos de sua juventude, sentindo-se chamado ao sacerdócio, veio para Sobral. À noite estudava no Colégio Estadual de Sobral e de dia trabalhava na Rádio Educadora do Nordeste e no Correio da Semana. Ali, morou alguns anos preparando-se com seus estudos.

Concluíndo o segundo grau em Sobral ingressou na Faculdade de Filosofia da Arquidiocese de Fortaleza, licenciando-se em Filosofia e ao mesmo tempo completava sua formação religiosa no Seminário Regional de Fortaleza.

No dia 02 de dezembro o Pe. Martins de Medeiros completou 34 anos de profícuo sacerdócio pela Diocese de Sobral, ordenado às 18h do dia 2 de dezembro de 1978 por Dom Walfrido Teixeira Vieira na Catedral da Sé. Na data dos 25 anos de formação sacerdotal a Diocese de Sobral, por Dom Aldo di Cillo Pagotto, pelo clero e seus diocesanos, manifestam profundas alegrias e agradecimentos pelo apostolado do Pe. Martins, impregnado de virtudes humanas e sacerdotais.


JUBILEU DE CORAL SACERDOTAL
Pe. Martins de Medeiros
(Artigo de autoria do Pe. Martins de Medeiros, escrito em sua página de editorial do jornal "Correio da Semana", de Sobral)


"No dia 2 de dezembro, segunda-feira próxima, celebrarei meu jubileu de coral sacerdotal, ou seja, 35 anos do meu sacerdócio. Olhando para o passado, volto à minha terra natal, Tapuio, município de Cariré, onde aprendi minhas primeiras letras, na Escola Rural Nossa Senhora de Nazaré, tão bem dirigida pela professora Maria Jazi de Barros Martins, em que Deus agiu para ser a inspiradora e condutora da minha vocação sacerdotal, mostrando-me que o padre é um homem de Deus, que se salva a si mesmo salvando os outros. Ela, juntamente com minha saudosa mãe, mostraram-me o quanto Cristo e Maria Santíssima me amavam, e então eu me apaixonei por Jesus e por Maria. Interessei-me bastante por eles a ponto de tornar-me acólito, ajudando as missas em latim com o Pe. Bastos, e depois com o Pe. Lopes. Tinha vontade de ingressar no seminário, mas a estadia anual custava 600 mil cruzeiros, e eu não podia pagar. Em 1966 fui convidado por Mons. Joaquim Arnóbio de Andrade para ingressar no Instituto dos Oblatos Diocesanos. Aceitei de imediato, pois seria uma maneira de servir a Deus, se não como padre pelo menos como irmão leigo. Vim para Sobral, onde passei a viver uma vida de oração e de serviço. Passei a dirigir a Escola Dr. Tomaz de Paula Pessoa e a estudar no Colégio Estadual Dom José Tupinambá da Frota. Certo dia, Dom Walfrido disse-me: ‘’Martins, vou reabrir o seminário, e desejaria que você fosse meu primeiro seminarista.’’ Vibrei com o convite do meu bispo; aceitei a proposta e vim a morar no novo seminário.

Para manter a minha alimentação, vestuário e material escolar, passei a trabalhar na Rádio Educadora do Nordeste e no Correio da Semana, cargo que exerci de 1968 até 1973, quando fui para o Seminário Maior, cursar Filosofia e Teologia, no Seminário da Prainha. Lá em Fortaleza, não tinha condições de trabalhar para me manter, pois tinha que me preparar para a missão que viria depois. Então, o Côn. Egberto Rodrigues de Andrade, que era um homem muito caridoso, se comprometeu e assumiu todas as despesas até o dia da minha ordenação, à sua própria custa. Esta trajetória de lutas e esperanças chegou ao seu final naquele 02 de dezembro de 1978- o dia da minha ordenação sacerdotal na Catedral de Nossa Senhora da Conceição-data escolhida em homenagem ao meu então Vigário Pe. Raimundo Cassiano Feijão, que naquele dia, em Cariré, estava fazendo 11 anos de sacerdócio, e na terça feira iria fazer 41 anos. Recebi o sacerdócio ministerial, rubricado com o sangue de Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, das mãos do meu amado Bispo Dom Walfrido Teixeira Vieira. Naquele momento avistei Deus na escalada sacerdotal, pois me tornei ministro de Cristo e seu instrumento para perpetuar a sua obra redentora. Fui, naquele dia, assinalado com o caráter indelével do sacerdócio, que me fez ser um, ``Alter Christus´´. “Fui constituído a favor dos homens nas coisas que tocam a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos meus pecados e pelos pecadores da humanidade´, pois naquele dia o senhor me disse:´´ como o pai me enviou, assim também eu te envio, e quem te ouve a mim ouve´. Pelo sacramento da ordem tornei-me ministro dos sacramentos. Pelo batismo, as pessoas tornam-se filhos e filhas de Deus e da Igreja : pela Eucaristia, são fortalecidas com o pão vivo que desceu do Céu: pela confissão, são novamente enriquecidas pela graça divina; pelo matrimônio, são convidadas a multiplicação dos seres humanos; pela Unção dos Enfermos, são purificadas e ungidas com o óleo santo e preparadas para a última viagem. Todos estes sacramento são ministrados pelo sacerdote, e é deste sacerdócio que fui revestido Há 35 anos. ``O senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome´´. Tornei-me sacerdote para sempre, não para ser servido, mas para servir.

A missão que me foi concedida pelo Senhor é muito importante, porém muito difícil. Se ele não estivesse sempre comigo, talvez o barco já tivesse afundado. Mas ele mesmo disse: ’’Eis que Estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos.’’ Sinto- O segurando em minhas mãos, e ajudando-me nesta travessia, tanto nos momentos de alegrias como nas instantes de tristezas. Posso dizer o mesmo de muitos de meus colegas e amigos.

Por isso, neste dia, agradeço a Deus pelo meu sacerdócio, pelos meus irmãos padres que me trazem muitas alegrias; pelos meus paroquianos da Catedral onde fui vigário substituto por um mês e dez dias; pelo povo de Aracatiaçú, Taperuaba, Lizieux, Caracará, e Bilheira, com os quais convivi como Pároco, de 1979 a 1984; Pelo povo dos bairros de Sinhá Saboia e Dom Expedito, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde exerci o ministério de 1984 a 1991; pela comunidade do Menino Deus e do Abrigo Sagrado Coração de Jesus; pela comunidade de Ipu, Trapiá, e pela Capela de Santa Luzia em Croatá dos Martins; Pela comunidade docente e discente da UVA , a quem servi desde 1984 até 2004. Agradeço ainda ao Senhor por conviver mais de perto com Mons. Sadoc , Côn. Valdery, Côn. Gonçalo, Pe. Stefan, Pe. Cassiano, Pe. Fernando, Pe. Timbó, Pe. Edmilson Eugênio só para citar alguns dos muitos sacerdotes da nossa diocese, que me trazem imensas alegrias e conforto nessa minha trajetória a caminho da casa do Pai. Enfim, agradeço à Trindade Santa pelo povo de Deus que caminhou e caminha comigo nesta luta pela planificação do reino de Deus, um Reino de Amor, Justiça, Paz e Verdade, dirigido primeiramente por Dom Walfrido depois por Dom Aldo, por Dom Antônio Fernando Saburido e hoje por Dom Odelir José Magri. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo".