Francisco abraça Lizzy, menina que ficará cega e surda

quinta-feira, abril 07, 2016



Cidade do Vaticano (RV) - No final da Audiência Geral desta quarta-feira (06/04), na Praça São Pedro, o Papa Francisco abraçou afetuosamente a pequena Lizzy Myers, estadunidense de cinco anos, que tem a síndrome de Usher tipo 2, doença genética rara caracterizada pela deficiência auditiva e perda progressiva da visão.


A menina estava acompanhada por sua irmãzinha e seus pais. A família veio de Ohio, Estados Unidos, para realizar o desejo expresso por Lizzy de encontrar o Papa Francisco. 
A história de Lizzy, que progressivamente ficará cega e surda, foi divulgada, no ano passado, pela imprensa estadunidense. Os seus pais, católicos, programaram uma série de coisas para ela ver e ouvir antes que perca completamente a audição e a visão.
Solidariedade
O desejo de Lizzy de encontrar o Papa abriu uma disputa solidária: a Turkish Airlines ofereceu as passagens de avião, Appia resort a estada, em Roma, e a União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e Santuários Internacionais (Unitalsi) a assistência na viagem. 
Depois do encontro com o Pontífice, os pais da menina Christine e Steve se encontraram com a imprensa na Casa Bernadete que pertence a Unitalsi.
O abraço do Papa
Eles falaram da emoção forte da garotinha ao ver o Papa a quem presenteou uma caixinha com partes de um meteorito que caiu em Ohio. Francisco abraçou Lizzy carinhosamente, abençoou os seus olhos e ouvidos, e garantiu sua oração por ela e sua família. 
“Senti uma grande paz interior”, disse a mãe de Lizzy, agradecendo a todos os italianos que demonstraram grande afeto. 
“A história de Lizzy, um sinal neste Jubileu da Misericórdia, aproxima todos ao mundo do sofrimento, atravessada pela esperança cristã”, disse o presidente de Unitalsi-Roma, Emanuele Trancalini.
Dura realidade
“Gostaria de dizer que, infelizmente, também aqui na Itália existem muitas pessoas como Lizzy. Queria divulgar isso, porque muitas vezes o mundo da doença, sobretudo o das crianças, é um mundo escondido, e as pessoas percebem somente quando vivem esse problema na própria pele. Temos nove casas de acolhimento em toda a Itália e todos os dias ajudamos famílias, situações e casos como o de Lizzy”, alertou Trancalini.
Segundo o presidente de Unitalsi-Roma, a superexposição da mídia desempenhou um papel positivo a fim de chamar a atenção de todos para o mundo do sofrimento.
“Devo dizer que o Jubileu da Misericórdia é a expressão disso. O Papa Francisco tem uma atenção particular ao mundo da doença e sobretudo ao mundo das crianças, e isso é um grande sinal do Jubileu”, concluiu. (MJ)

P@scom Ipu
Fonte:http://br.radiovaticana.va/