Os dogmas da Igreja Católica/Parte I

quarta-feira, outubro 19, 2016


PARA A IGREJA Católica, dogma é uma verdade de fé revelada por Deus. Logo, um dogma é imutável e definitivo; não pode ser mudado nem revogado, pois Deus, sendo Perfeito e Eterno, não está sujeito à mudança – o SENHOR é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13,8). Uma verdade divinamente revelada só pode ser considerada dogma quando proposta diretamente à fé cristã católica, através de uma definição solene (clarificação ou esclarecimento da Sã Doutrina), portanto infalível, do Magistério da Igreja. 
Para que tal aconteça, são necessárias duas condições: 
 a) O sentido deve ser suficientemente manifestado como sendo uma autêntica verdade revelada por Deus; 
 b) Essa verdade ou doutrina deve ser proposta e definida solenemente pela Igreja, Corpo de Cristo como um todo, como sendo verdade revelada e parte integrante da fé católica. A palavra dogma vem do verbo grego dokein, que significa parecer, parecer bem. Portanto, o substantivo dogma exprime parecer no sentido técnico do termo (como quando se fala, por exemplo, no 'parecer' de um médico ou perito) sobre uma doutrina (filosófica, por exemplo). Na época patrística, o vocábulo era usado nas escolas filosóficas, para designar pontos-chave da doutrina desta ou daquela corrente, obrigatórios para os que aderissem a ela. O termo entrou também na área jurídica, para expressar uma decisão, um decreto, uma sentença. Assim, nos Setenta (Septuaginta – saiba mais) e no Novo Testamento, dogma significa um decreto ou uma prescrição legal. Vejam-se, por exemplo, as disposições da lei judaica (Col 2,14; Ef 2,15), o edito de César Augusto (Lc 2,1), os editos do imperador (At 17,7) e as decisões do Concílio de Jerusalém, quando Paulo e Silas são encarregados de transmitir a dogmata que os Apóstolos e os anciãos haviam recebido "no Espírito Santo" (At 16,4). Essa prática antecipa, seguramente, o sentido futuro das decisões dogmáticas da Igreja. Entre os primeiros padres da Igreja, a palavra significa decreto, preceito, ensinamento e, muitas vezes, uma instrução moral do Cristo. 
Do mesmo modo, para o cristianismo, "verdadeira Filosofia", os dogmata constituem os pontos fundamentais da fé e da prática religiosa e tudo o que é objeto de preceito1. São 43 dogmas proclamados pela Igreja, que os divide em 8 categorias distintas: 
1. Dogmas sobre Deus; 
2. Dogmas sobre Jesus Cristo; 
3. Dogmas sobre a criação do mundo;
4. Dogmas sobre o ser humano;
5. Dogmas marianos;
6. Dogmas sobre o Papa e a Igreja;
7. Dogmas sobre os Sacramentos;  
8. Dogmas sobre as últimas coisas (Escatologia). 
 Apresentamos abaixo a lista de todos os dogmas da Igreja Católica, com sua respectiva breve descrição, organizados em suas categorias: Dogmas sobre Deus: 
1 – A Existência de Deus A ideia de Deus não é inerente em nós, já que transcende a natureza humana, mas nós temos capacidade natural para conhecê-Lo, de certo modo espontaneamente, por meio de sua obra. O ser humano pode saber que Deus existe, por exemplo, mediante a observação atenta do universo natural. 

 2 – A Existência de Deus como Objeto de Fé A existência de Deus, porém, não é apenas objeto do conhecimento da razão natural, mas também e principalmente é objeto da fé sobrenatural. 

 3 – A Unidade de Deus Não existe mais que um único Deus. 

 4 – Deus é Eterno Deus não tem princípio nem fim, está além do espaço e do tempo como somos capazes de experimentá-los e concebê-los. 

 5 – A Santíssima Trindade No Deus Uno há três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Cada uma possui a imutável Essência Divina.
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