Bispo do RJ fala sobre ideologia de gênero e aborto no Brasil

sexta-feira, março 31, 2017
“A Igreja Católica, nos tempos atuais da história da humanidade, deve assumir cada vez mais a atitude de sentinela do bem e ficar mais atenta aos perigos que ameaçam nosso país.” Este foi o apelo feito pelo Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte, em um artigo intitulado “Custos, quid de nocte”, publicado no site da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

O bispo inicia o artigo definindo: “O sentinela é um vigilante atento, que percebe os movimentos mais perigosos e avisa imediatamente àquelas pessoas que devem intervir na defesa das demais, especialmente as pessoas mais frágeis”.
O artigo convoca os católicos a erguerem a voz contra a ideologia de gênero e o aborto no Brasil. “A vigilância é uma das mais expressivas provas da caridade cristã e, portanto, não prevenir, proteger ou esclarecer as pessoas dessas estratégias perversas, passa a ser uma das mais graves omissões presentes no seio da Igreja católica nesses últimos tempos.”

De acordo com o bispo, atualmente, existe no Brasil uma estratégia bem pensada por alguns e bem regida por outros, para que iniciativas culturais, legislativas, judiciárias, em favor da descriminalização do aborto e da manipulação ideológica das mentes infantis e jovens, tenham um raio de ação mais amplo na nossa sociedade. Ele cita os meios de comunicação, especialmente a televisão, e partidos políticos para mostrar como tais realidades estão sendo infiltradas na sociedade brasileira, e  cita alguns casos concretos. 
“A Rede Globo de Televisão tornou-se um depósito poluído dessa sujeira moral, pois ao estar presente nos lares do povo brasileiro, derrama nele, gota a gota, por exemplo, a Ideologia do Gênero, a qual contribuiu para a destruição da família, da integridade moral das crianças e jovens.”

Esta ideologia, esclarece, “é um falso feminismo de matriz marxista, que destrói a dignidade das mulheres, tirando-lhes toda a beleza do gênio feminino, já que enquanto mulheres, esposas, mães, educadoras dos filhos, profissionais atuantes e não adversárias dos homens, elas são as verdadeiras construtoras de um mundo mais humanizado”.
Diante deste cenário, “chegou a hora de sair da frente da televisão ou até desligá-la, quando esta faz proselitismo da ideologia marxista-gramscista do gênero; chegou a hora de denunciar partidos, políticos, ministros e instituições que só se interessam pela cultura da morte e não pela construção de um futuro melhor para as crianças e doentes”.
O bispo finaliza o artigo convocando “os sentinelas do amanhã” a “sair na hora certa da passividade, para que aconteça hoje e agora um ‘tsunami’ de e-mails para o STF, para a TV Globo e para a Câmara Municipal de Vereadores carioca, protestando diante de tantas arbitrariedades contra a vida humana nascente, contra a dignidade das crianças e jovens, contra a violação da Constituição Federal, fazendo novelistas, políticos e ministros descerem dos seus pedestais, onde se sentem donos da verdade e do bem e do mal, para pisarem na realidade do povo, e enxergarem, assim, as verdadeiras necessidades humanas”.