Padre Nonato, UMA VIDA A SERVIÇO DO REINO!

Em consonância com V CELAM, a Igreja do Brasil, particularmente as dioceses que formam o Regional Nordeste I, estão propondo as suas paróquias e especialmente ao povo de Deus, uma temática a ser trabalhada neste mês vocacional, que tem como título, DISCIPULADO E MISSÃO A SERVIÇO DA VIDA.
Mas, o que tem haver essa temática com vocação ?
Como trabalhá-la em meu dia-a-dia, seja como um leigo engajado ou mesmo como um cristão que participa da igreja sem maiores compromissos ?
Desde pequenos, quando participamos da catequese, ouvimos dos nossos catequistas que o mês de agosto é o mês que a Igreja celebra as vocações, a saber, sacerdotal, religiosa, matrimonial e laical.
Aprendemos também,que não existe uma vocação maior, ou mais sublime que a outra, e como sempre, nos ensinam que vocação é CHAMADO.
É importante ressaltar, que esses conhecimentos acerca de vocação, são mínimos, e que precisamos aprofundá-los, fazendo-se necessário uma tomada de consciência do “ser cristão” e consequentemente do “ser vocacionado”.
Não existe cristianismo sem vocação, isso porque todo cristão tem por excelência, uma vocação específica, que é a SANTIDADE. Ao nos batizarmos, nos tornamos santos e somos chamados a assumir essa santidade no decorrer do nosso cotidiano.
Por outro lado, também somos chamados a ser missionário do Reino, a anunciar Cristo ao mundo, seja com a palavra, seja com o testemunho. É verdadeira a máxima que afirma, “todo cristão é um discípulo em ação”. É preciso que brote em nosso interior a consciência de que não basta ser um cristão, é preciso assumir a nossa fé e viver como um autêntico discípulo de Cristo, talvez seja esse o diferencial que fez do cristianismo dos primeiros séculos uma religião que encantava os pagãos e incomodava as autoridades do Império.
O grande problema da atualidade, ou para ser mais irônico, o “mal estar da civilização”, seja a dicotomia que há entre o ser cristão e a práxis cristã. Se os primeiros cristãos levavam a finco o seu batismo ao ponto de dar a vida pelo Reino, o mesmo não acontece com os cristãos dos dias atuais. Estamos diante de um arrefecimento da vivência cristã, que nos últimos séculos, com raras exceções , se resume a muitas palavras e poucas ações.
Resgatar o sentido do nosso batismo é fundamental para assumirmos o chamado de Deus em nossas vidas, lembrando que a vida, é os valores maiores, pelo qual devemos nos empenhar para defendermos.
Difícil será, defender tais valores numa sociedade que “vive” a cultura da morte, que adotam valores que matam a vida, basta olharmos ao nosso redor e veremos a cultura da morte estampada em todos os lugares. Não é preciso muito esforço para perceber que sufocamos a vida a todos os instantes.
Portanto, assumir o nosso papel de batizados e de autênticos cristãos é um imperativo a ser cumprido urgentemente, e consequentemente adotar o discipulado em nossas vidas, atuando na sociedade como um missionário que anuncia a “Vida plena” trazido ao mundo por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Seminarista Gérson Luiz Peres Gomes
gersonluizpgomes@yahoo.com.br

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