1º Encontro – 09 de fevereiro de 2008
1ª Etapa

A arte de liderar como catequista

Acolhida

           Meus queridos irmãos em Cristo, hoje daremos inicio ao nosso primeiro encontro, realizando a primeira etapa que é a acolhida da arte de liderar. Em toda comunidade catequizadora deve haver uma equipe de acolhida preparada para recepcionar, quer seja os catequizandos, quer seja os demais catequistas. Esta equipe deve chegar bem antes dos demais. Sendo recepção de catequizandos, é fundamental que os catequistas envolva as crianças nesta equipe. Como catequese é um processo de educação da fé, esta equipe deve ser sempre renovada. Existem diversas maneiras de acolher porem o sorriso, o abraço, o chamar pelo nome e o seja bem vindo são atitudes fundamentais para uma boa acolhida. Se houver tempo de uma pequena conversa, é importante demonstrar interesse pelo bem estar das pessoas, de como estava com saudades e do prazer de revê-las. Uma boa acolhida faz com que as pessoas se sintam bem-vindas e amadas. Onde existe amor, existe Deus. Onde Deus esta presente tudo fica mais bonito, alegre e acima de tudo as coisas acontecem.
A seguir darei alguns exemplos de acolhidas. É evidente que existem inúmeras dinâmicas de acolhida. O importante das dinâmicas é objetivar bem o tema a ser desenvolvido.
ididos em quatro etapas.

Dinâmica de acolhida de recepção

Objetivo – Esta dinâmica mostra a importância que as pessoas tem; faz elas se sentirem bem; mostra o amor e o respeito que temos por elas e o quanto elas são importantes não só para o encontro como para nós.
Desenvolvimento – 2 ou 4 pessoas ficam na porta do local de encontro recebendo a todos que chegarem, dando sempre as boas vindas, conversando com elas, e direcionando-as até o local do encontro e se possível coloca-las nos melhores lugares, respeitando a organização do encontro.

Dinâmica de acolhida e apresentação

Objetivo - Essa dinâmica mostra que todos nós devemos nos conhecer bem, para poder nos amar mutuamente. Deus nos conhece e nos ama. Ele nos conhece pelo nosso nome (Ap 2, 17b). Foi assim que Jesus e os apóstolos começaram a ter amizade, como em Jo l, 39: "Então (Pedro e André) foram e viram onde (Jesus) morava e permaneceram com ele naquele dia". Quando conhecemos pessoalmente alguém, deixamos de lado as fofocas e os preconceitos, temos melhores condições de gostar dessa pessoa como realmente ela é e não como os outros pensam que seja. Precisamos chamar as pessoas pelo nome.
Em Jo 10, 14 Jesus diz: "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem".( Jo 10, 14 ) Quanto mais nos conhecemos, melhor podemos amar.
Desenvolvimento - Os participantes agora estando todos sentados; o animador diz o seu nome, o que faz, porque está ali, dá as boas vindas e pergunta o nome do que esta à sua esquerda; o da frente fala o nome do animador , dá as boas vindas ao animador, diz o seu nome e o que mais gosta de fazer; e pergunta para o que está do lado esquerdo; a terceira pessoa fala o nome da segunda, dá as boas vindas, diz o seu nome e o que mais gosta de fazer e pergunta para o que está à sua esquerda, assim sucessivamente até chegar ao animador.

DINÂMICA ILUSTRATIVA DO ENCONTRO

Pode um cego guiar outro cego?

Objetivo - Compreender a importância dos outros no crescimento individual. Compreender a necessidade dos outros para melhor viver. Saber que sozinhos não conseguiríamos viver. Descobri a necessidade de nos prepararmos bem para qualquer coisa. De sabermos bem com quem andamos.

  • Material:
    Alguns lenços, bastões (pare servir de bengalas) e uma área com obstáculos, de preferência em campo aberto.
  • Desenvolvimento:
    1. O coordenador venda os olhos de quatro pessoas e pede para que eles andem sem parar pelo ambiente por alguns minutos. Define um dos voluntários para ser o principal, enquanto os demais serão guias. Os demais catequistas devem anotar o que achar conveniente.
    2. Após iniciar a caminhada dos cegos, o coordenador pede que um dos guias tome pela mão o cego e ande com ele pelo ambiente. Repete o mesmo com o outro participante. Depois ele tira a venda de um dos participantes e pede para ele guiar o cego.
  • Refletir:
    * Como vocês se sentiram sem poder enxergar?
    * Tiveram medo? Por quê? De quê?
    * Que acham da sorte dos cegos?
    * Como vocês se sentiram nas mãos dos guias?
    * Por que foi melhor com um dos guias?
    * Tiveram confiança ou desconfiança? Por quê?
    * Precisamos de pessoas para nos ajudar nas nossas lideranças?

Com estas dicas já dá para começar um bom encontro de relações humanas, e já dá para ter idéias da necessidade de lideranças na catequese. Durante todos os encontros e principalmente nas acolhidas é importante cânticos também. A catequese é rica em cânticos de acolhidas e muito mais! O catequista deve procurar animar sempre os encontros para não virar rotina. O Espírito de Deus se renova sempre. No próximo trabalharemos a importância da liderança em nossa comunidades visando as relações puramente humanas.
Um abraço bem fraterno e o desejo de que Deus Amor acolha a cada um no coração de seu filho Jesus!

 

Osorio Soares Gomes,
Coordenador de Catequese da Paróquia de Ipu.


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