Notícias > Voltar

HOMILIA DA MISSA DE DESPEDIDA
(Leituras: Gên 18,16-33 – Mat 8,18-22)

        No momento em que o Papa Bento XVI me transfere para a Arquidiocese de Olinda e Recife, mais que despedida, esta celebração quer ser uma Ação de Graças a Deus por tudo o que, com Seu auxílio, foi possível plantar nesta querida Diocese de Sobral, ao longo dos quatro anos e um mês.
        O pensamento que me vem, neste momento, é o de São Paulo em 1Cor 3,6-7: “Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer.          Assim, aquele que planta não é nada, e aquele que rega também não é nada: só Deus é que conta, pois é ele quem faz crescer”.

        Longe de mim qualquer pensamento de vanglória, mas, unicamente, de gratidão ao Deus que tudo pode, de nada precisa e, apesar disso, quis fazer uso desse indigno servo para trabalhar em sua vinha. Tenho consciência de que nada, absolutamente nada, seria possível sem o incentivo e participação de todos que me ajudaram: padres, religiosos(as), seminaristas. consagrados, leigos(as), além do apoio de líderes públicos: federal, estadual e municipais.
        Esta celebração acontece no dia em que fazemos memória de São João Maria Vianney – Patrono dos Párocos, falecido há 150 anos. Para melhor vivenciar o acontecimento o Santo Padre proclamou o Ano Sacerdotal, que teve início na Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, dia tradicionalmente dedicado à oração pela santificação do clero.
        Na carta dirigida aos padres por ocasião da abertura do Ano Sacerdotal, Bento XVI apresenta São João Maria Vianney como modelo a ser imitado por todos os sacerdotes, especialmente os Párocos. “Ele era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo”, afirma o Santo Padre. Faz, em seguida, várias citações do Cura d’Ars: “um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos mais preciosos da misericórdia divina”. Falava do sacerdócio, diz o Papa, como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana: “Oh como é grande ser padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…)Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia”.E ao explicar aos fiéis a importância dos sacramentos dizia: “Sem o Sacramento da Ordem não teríamos o Senhor. Quem o colocou ali naquele sacrário? O sacerdote.
A Continuação da homia no site do Jornal Correio da Semana Clique aqui

Matéria Correio da Semana

Desenvolvido por Fagner Freire
©Todos os Direitos reservados