No
momento em que o Papa Bento XVI me transfere para a Arquidiocese
de Olinda e Recife, mais que despedida, esta celebração
quer ser uma Ação de Graças a Deus por
tudo o que, com Seu auxílio, foi possível plantar
nesta querida Diocese de Sobral, ao longo dos quatro anos e
um mês.
O
pensamento que me vem, neste momento, é o
de São Paulo em 1Cor 3,6-7: “Eu plantei, Apolo
regou, mas era Deus que fazia crescer. Assim,
aquele que planta não é nada, e aquele que
rega também não é nada: só Deus é que
conta, pois é ele quem faz crescer”.
Longe de
mim qualquer pensamento de vanglória, mas, unicamente,
de gratidão ao Deus que tudo pode, de nada precisa
e, apesar disso, quis fazer uso desse indigno servo para
trabalhar em sua vinha. Tenho consciência de que nada,
absolutamente nada, seria possível sem o incentivo
e participação de todos que me ajudaram: padres,
religiosos(as), seminaristas. consagrados, leigos(as), além
do apoio de líderes públicos: federal, estadual
e municipais. Esta
celebração acontece no dia em que fazemos memória
de São João Maria Vianney – Patrono dos
Párocos, falecido há 150 anos. Para melhor
vivenciar o acontecimento o Santo Padre proclamou o Ano Sacerdotal,
que teve início na Solenidade do Sacratíssimo
Coração de Jesus, dia tradicionalmente dedicado à oração
pela santificação do clero.
Na
carta dirigida aos padres por ocasião da abertura do Ano
Sacerdotal, Bento XVI apresenta São João Maria Vianney
como modelo a ser imitado por todos os sacerdotes, especialmente
os Párocos. “Ele era humilíssimo, mas consciente
de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo”, afirma
o Santo Padre. Faz, em seguida, várias citações
do Cura d’Ars: “um bom pastor, um pastor segundo o
coração de Deus, é o maior tesouro que o bom
Deus pode conceder a uma paróquia e um dos mais preciosos
da misericórdia divina”. Falava do sacerdócio,
diz o Papa, como se não conseguisse alcançar plenamente
a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana: “Oh
como é grande ser padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se
a si mesmo, morreria. (…)Deus obedece-lhe: ele pronuncia
duas palavras e à sua voz, Nosso Senhor desce do céu
e encerra-se numa pequena hóstia”.E ao explicar aos
fiéis a importância dos sacramentos dizia: “Sem
o Sacramento da Ordem não teríamos o Senhor. Quem
o colocou ali naquele sacrário? O sacerdote.
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